A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma das doenças articulares mais comuns em todo o mundo. Ela afeta milhões de pessoas e é uma das principais causas de dor e limitação de movimento, especialmente entre adultos e idosos.
Apesar de ser mais frequente com o passar dos anos, a artrose não é apenas uma consequência natural do envelhecimento, ela é uma condição que pode e deve ser tratada para preservar a qualidade de vida.

Aqui você vai entender o que é a artrose, por que ela acontece, quais são os sintomas mais comuns e quais as opções de tratamento que a medicina moderna oferece.
Médico especialista em artrose

O médico especialista em artrose é o Ortopedista.
Dr Willer Thibério é médico ortopedista em Cuiabá. Atende atualmente no consultório na cidade de Cuiabá.
Dr Willer Thibério é médico formado pela Universidade Federal de Mato Grosso com especialização em ortopedia e traumatologia pela Universidade de São Paulo – Ribeirão Preto.
Possui também complementação especializada em Cirurgia de Joelho e Trauma de membros inferiores e pós-graduando em medicina regenerativa musculoesquelética.
Na consulta, o paciente é avaliado de forma completa e individualizada. Dedica tempo para ouvir com atenção as queixas, compreender a história clínica e realizar um exame físico detalhado.
Além disso, utiliza o ultrassom como ferramenta complementar durante a avaliação, o que permite identificar alterações em músculos, tendões, ligamentos e articulações em tempo real. Essa abordagem integrada garante um diagnóstico mais preciso e um plano de tratamento personalizado, sempre com foco na recuperação e no bem-estar do paciente.
O que é a artrose?
A artrose é uma doença crônica e degenerativa das articulações, ou seja, ela causa o desgaste progressivo da cartilagem que reveste as extremidades dos ossos. Essa cartilagem funciona como um “amortecedor natural”, permitindo que os movimentos ocorram de forma suave, sem atrito e sem dor.
Com o tempo, ou devido a fatores específicos, essa cartilagem se desgasta. Quando isso acontece, os ossos começam a se aproximar e a atritar um no outro. O resultado é dor, inflamação e limitação dos movimentos.
A artrose pode afetar qualquer articulação do corpo, mas é mais comum em locais que suportam peso ou são muito utilizados, como:

- Joelhos
- Quadris
- Coluna vertebral
- Mãos e dedos
- Pés
👉 Para entender melhor como a artrose afeta o joelho, leia nosso artigo completo sobre Artrose no joelho: sintomas, causas e melhores tratamentos.
Por que a artrose acontece?
O desenvolvimento da artrose é multifatorial, ou seja, geralmente não existe uma única causa. Alguns fatores aumentam muito o risco de a doença aparecer:

- Envelhecimento: com o passar dos anos, a cartilagem naturalmente perde parte da sua elasticidade e capacidade de resistir aos impactos.
- Genética: pessoas com histórico familiar de artrose têm maior chance de desenvolver a doença.
- Sobrecarga nas articulações: atividades repetitivas, excesso de peso e esportes de alto impacto podem acelerar o desgaste da cartilagem.
- Traumas e lesões: fraturas, entorses e cirurgias articulares prévias também podem contribuir.
- Alterações anatômicas: desalinhamentos como o joelho “para dentro” (valgo) ou “para fora” (varo) geram distribuição desigual do peso, aumentando o desgaste.
- Doenças inflamatórias ou metabólicas: condições como gota, artrite reumatoide e diabetes podem afetar a saúde das articulações.
Em muitos casos, a artrose surge pela combinação de alguns desses fatores, e o diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão do problema.
O que o paciente pode sentir quando tem artrose?
Os sintomas da artrose costumam aparecer de forma lenta e progressiva. No início, a dor pode surgir apenas após esforços físicos ou ao final do dia. Com o tempo, ela pode se tornar mais constante, até mesmo em repouso.
Os principais sinais e sintomas incluem:
- Dor articular: geralmente localizada, piora com o movimento e melhora com o repouso.
- Rigidez matinal: sensação de “articulação travada” nos primeiros minutos após acordar.
- Inchaço e calor local: podem ocorrer em fases de inflamação.
- Estalos ou crepitação: sensação de “areia” ou “estalos” ao movimentar a articulação.
- Diminuição da amplitude de movimento: dificuldade para dobrar o joelho, subir escadas ou segurar objetos.
- Deformidades: em casos avançados, as articulações podem mudar de formato visivelmente.

É importante destacar que a intensidade da dor nem sempre reflete o grau de desgaste visto nos exames. Algumas pessoas têm artrose leve e sentem muita dor, enquanto outras com desgaste mais acentuado apresentam poucos sintomas.
Como é feito o diagnóstico da artrose?
O diagnóstico da artrose é feito através de uma avaliação clínica detalhada associada a exames de imagem. O médico ortopedista avalia o histórico do paciente, os sintomas e o exame físico.
Os exames mais usados são:
- Radiografia (raio-X): mostra a diminuição do espaço articular, presença de osteófitos (bicos de papagaio) e alterações ósseas.
- Ressonância magnética: permite uma análise mais detalhada da cartilagem, ligamentos e tecidos moles, especialmente nos estágios iniciais.
- Ultrassonografia: pode ajudar na avaliação de derrames articulares (acúmulo de líquido na articulação), inflamações locais e outros sinais de artrose.
Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e a orientar o tratamento mais adequado para cada caso.
Como é o tratamento da artrose?
O tratamento da artrose deve ser individualizado, levando em consideração o local da lesão, o grau de desgaste, a idade e o estilo de vida do paciente. O principal objetivo é reduzir a dor, melhorar a função da articulação e retardar a progressão da doença.
Podemos dividir o tratamento em três grandes grupos: medidas não medicamentosas, tratamento medicamentoso e tratamento intervencionista (procedimentos).
Medidas não medicamentosas
São fundamentais em qualquer fase da doença e podem fazer uma grande diferença nos sintomas e na evolução:

- Controle de peso: reduzir o excesso de peso diminui a sobrecarga nas articulações, especialmente nos joelhos e quadris.
- Exercícios físicos orientados: atividades de baixo impacto, como hidroginástica, natação, bicicleta ergométrica e pilates, fortalecem a musculatura e melhoram a mobilidade.
- Fisioterapia: ajuda na reeducação postural, no alongamento e na melhora do equilíbrio articular.
- Uso de palmilhas ou órteses: em alguns casos, dispositivos ortopédicos ajudam a redistribuir o peso e aliviar a dor.
- Adaptações no dia a dia: evitar subir escadas repetidamente, fazer pausas durante o trabalho e ajustar a altura de cadeiras podem ajudar muito.
Medidas medicamentosas
Os medicamentos são usados para controlar a dor e a inflamação, mas devem ser prescritos e acompanhados por um médico. Entre as opções, estão:

- Analgésicos simples
- Anti-inflamatórios
- Suplementos condroprotetores
- Infiltrações articulares
Tratamentos intervencionistas e regenerativos
Nos últimos anos, a medicina evoluiu muito no tratamento da artrose, com técnicas que vão além dos medicamentos tradicionais. Entre elas, destacam-se:
- Terapias regenerativas: utilizam substâncias do próprio organismo, como o plasma rico em plaquetas (PRP) ou concentrados celulares, para estimular a recuperação dos tecidos e reduzir a inflamação.
- Procedimentos guiados por ultrassom: permitem uma aplicação precisa de medicamentos ou terapias dentro da articulação, com maior eficácia e segurança.
- Cirurgias: indicadas apenas em casos avançados, quando há dor intensa e limitação funcional importante. Podem variar desde artroscopias até próteses articulares (artroplastia).

Essas abordagens modernas têm permitido que muitos pacientes voltem a ter qualidade de vida sem a necessidade imediata de cirurgias.
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Prevenção da artrose
Embora nem todos os casos possam ser evitados, é possível reduzir bastante o risco de desenvolver artrose com hábitos saudáveis:

- Mantenha o peso corporal adequado.
- Pratique atividades físicas regulares e de baixo impacto.
- Evite o sedentarismo, que enfraquece a musculatura de sustentação das articulações.
- Proteja-se de lesões esportivas com o uso de equipamentos adequados e treinamento supervisionado.
- Busque tratamento precoce para dores articulares persistentes — o diagnóstico antecipado é a melhor forma de impedir a progressão da doença.
É possível ter qualidade de vida com artrose
A artrose é uma doença comum e crônica, mas isso não significa viver com dor constante. Com o acompanhamento médico adequado, a grande maioria dos pacientes conseguem controlar os sintomas e manter suas atividades normais.
Hoje, com os avanços da ortopedia e da medicina regenerativa, é possível tratar a artrose de forma mais personalizada, buscando não apenas aliviar a dor, mas também melhorar a função, realizar atividades do dia a dia e viver com qualidade.
O mais importante é não ignorar os sintomas. Dor frequente nas articulações, rigidez pela manhã ou sensação de travamento são sinais de alerta que merecem avaliação médica.
Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, melhores são os resultados.
Se você sente dor ou desconforto nas articulações, procure um ortopedista de confiança. O diagnóstico precoce e um plano de tratamento personalizado são fundamentais para preservar a saúde das suas articulações e garantir mais movimento e bem-estar em todas as fases da vida.
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